Autor: Carlos Henrique Peixoto
Orientador: David Emilio S. N. de Barcellos
Co-orientador: Prof. Dr. Fernando Pandolfo Bortolozzo
UTILIZAÇÃO DE DOIS ANÁLOGOS SINTÉTICOS DA PROSTAGLANDINA F2, ATRAVÉS DE DIFERENTES VIAS E DOSAGENS, NA INDUÇÃO DE PARTOS EM GRANJAS INDUSTRIAIS DE SUÍNOS

O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficiência de dois análogos sintéticos da prostaglandina F2 (PGF2), através da aplicação pela via submucosa vulvar (SMV) e pela via intramuscular cervical (IMC), e os benefícios dessa técnica sobre a concentração da maioria dos partos em horários compatíveis com o horário de trabalho da granja, além dos benefícios sobre a redução da natimortalidade. O trabalho constou de dois experimentos onde foram utilizadas 988 fêmeas híbridas de múltiplos partos, ordem de parto variando entre 2 e 11, da linhagem Camborough 22 e com período médio de gestação entre 114 e 115 dias.

O momento da indução foi definido pela média gestacional individual dos animais, onde os animais que mantinham uma média de 114 dias entre as gestações anteriores eram induzidas aos 112 dias, e as que mantinham uma média acima dos 114 dias, eram induzidas aos 113 dias de gestação. O primeiro experimento avaliou apenas um análogo, o dinoprost, em duas vias de aplicação, sendo os tratamentos assim definidos; T1: aplicação pela via IMC da dose terapêutica do dinoprost com uma única dosagem, 2ml, T2: duas aplicações de 2ml, com seis horas de intervalo entre elas, pela via IMC, T3: aplicação de ¼ da dose terapêutica, 0,5ml, dose única, pela via SMV e T4: duas aplicações de ¼ da dose terapêutica, 0,5ml, com seis de intervalo, pela via SMV. O segundo experimento constou com seis tratamentos e dois princípios ativos, porém apenas uma via de aplicação, a SMV, assim definidos: T1: aplicação de ¼ da dose do cloprostenol, 0,25ml, dose única. T2: aplicação de duas doses de 0,25ml do cloprostenol, com seis horas de intervalo. T3: aplicação de ¼ da dose do dinoprost, 0,5ml, dose única. T4: duas aplicações de ¼ da dose do dinoprost, 0,5ml, com seis de intervalo e T5 e T6 utilizando 0,5ml pela via SMV de placebo, dose única e com repetição respectivamente. Os animais foram controlados quanto ao momento do início, fim e duração do parto, além da classificação dos natimortos e peso das leitegadas, vivas e totais. O intervalo alvo foi definido como 24 à 34 horas após a indução (Tabela 1 e 2), de maneira que os partos ocorressem durante o período de trabalho da granja, no dia seguinte a aplicação.

Também foi avaliado o intervalo acumulado, ou seja, de fêmeas que iniciaram o parto entre 8 e 34 horas após a indução. No experimento 1, foi observada diferença (P<0,01) entre os tratamentos, favorecendo os tratamentos com uma dupla aplicação, tanto no período esperado de trabalho da granja como no acumulado 8 a 34 horas (Tabela 1). No experimento 2, a via de aplicação IMV, independente de tratamento, foi efetiva na indução do parto quando comparada aos grupos controle (P<0,01), independente de tratamento e do período para o parto. Chama a atenção o alto percentual de fêmeas que pariram no intervalo 8 a 34 horas após a aplicação da PGF2 (83 a 96%) (Tabela 2). No experimento 1 observou-se um maior percentual de natimortos totais (PNMTotais) no controle em relação ao T2 e T4 (P<0,05). No segundo experimento o PNMTotais foi superior no grupo controle comparado ao T2 (P<0,07). Como conclusão, a utilização de reduzidas doses pela via SMV proporciona resultados satisfatórios com relação à concentração dos partos e redução dos natimortos em granjas que desejam utilizar esse manejo.

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