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| Médica Veterinária:
Verônica Schmidt Orientadora: Marisa Cardoso |
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| SOBREVIVÊNCIA
DE MICRORGANISMOS MESÓFILOS E PERFIL FÍSICO-QUÍMIC0
EM ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE DEJETOS SUÍNOS O objetivo do presente estudo foi avaliar variáveis físicas, químicas e microbiológicas ao longo de um sistema de lagoas interligadas para tratamento de dejetos suínos. O sistema era composto por sete lagoas em série (duas anaeróbias, uma facultativa, uma com aeração mecânica e três aeróbias) e recebia dejetos de cerca de 34.000 animais. Foram realizadas 20 coletas quinzenais em seis pontos ao longo do sistema de tratamento, sendo cada amostra submetida a protocolos de análise fisico-química e bacteriológica descritos na literatura. A maior redução nos parâmetros analisados ocorreu após as lagoas anaeróbias, seguida de uma contínua diminuição dos mesmos, ao longo das demais etapas do tratamento. As reduções observadas nos parâmetros físico-químicos ao final do sistema foram: 97,5% na Demanda Bioquímica de Oxigênio; 97,2% na Demanda Química de Oxigênio; 91,2% para NO3; 86,7% nos Sólidos Voláteis; 77,4% nos Sólidos Totais; 74,8% para PO4 e 70% no Fósforo Total. Nos parâmetros microbiológicos, houve uma redução maior que 99% de coliformes totais e fecais (Tabela 1). Ao lado disso, enquanto em 13/20 amostras do início do sistema houve isolamento de Salmonella sp., em apenas 1/20 amostras do final houve a presença da mesma. Não houve redução significativa na quantidade de mesófilos aeróbios nas diferentes lagoas, porém no afluente predominaram bactérias com características compatíveis com o grupo das enterobactérias, enquanto no efluente o maior grupo era de bactérias similares aos enterococos. Em 161 amostras de Salmonella Typhimurium e 186 amostras de Escherichia coli, isoladas em diferentes pontos do sistema, foi determinado o perfil de resistência a 14 antimicrobianos através do método de difusão em ágar. Observou-se resistência contra sulfonamida (99,5% e 100%), tetraciclina (97,3% e 99,4%), ampicilina (96,8 e 76,4%), estreptomicina (96,2 e 90,1%), sulfa/trimetoprima (95,2% e 84,5%), ácido nalidíxico (82,8 e 77,6%), cloranfenicol (70,4% e 29,2%), cefaclor (71,5% e 25,5%) neomicina (38,2% e 5%), gentamicina (37,1% e 6,2%), tobramicina (35,5% e 13,7%), ciprofloxacina (30,1% e 0%), amoxacilina/ácido clavulânico (11,8% e 5%) e amicacina (9,1% e 3,7%) para E.coli e Salmonella, respectivamente. A resistência a quatro, ou mais antimicrobianos foi observada em 99,5% das amostras de E.coli e 94,5% das amostras de Salmonella. O padrão de multi-resistência foi mantido em ambos os microrganismos, ao longo do sistema de tratamento. As amostras, tanto do afluente como do efluente, apresentaram grande variabilidade nos perfis de resistência. Tabela 1: NMP médio, menor, maior e percentual de redução de coliformes totais (CT) e fecais(CF) em seis pontos (P1 a P14) de um sistema de tratamento de dejetos suínos. |
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-1PR - Percentual
de Redução (%) na média do NMP entre os pontos consecutivos
do sistema de tratamento; * não houve redução da média do NMP entre pontos consecutivos. -P1: tanque coletor; -P3: após o decantador; -P9:após lagoas anaeróbicas; -P10: lagoa facultativa; -P11:após lagoa aerada; -P14: após lagoas aeróbicas. -PRT: Percentual de Redução Total |
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