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| Baias ou gaiolas?
- aspectos positivos e negativos dos tipos de alojamentos
para doadores de sêmen em centrais de inseminação artificial Eduardo B. Wollmann, Ivo Wentz e Fernando Pandolfo Bortolozzo O aumento do número de projetos para construção de novas centrais de inseminação artificial (CIAs) vem trazendo consigo uma questão importante durante a definição das instalações para os doadores. Como deve ser feito o alojamento destes animais? Deve-se optar por baias ou gaiolas? A função dos machos alojados em CIAs é a produção de ejaculados considerados normais nos aspectos quali-quantitativos. Por outro lado, a função das CIAs é proporcionar as condições necessárias para a produção espermática dos animais e produzir doses inseminantes de alta qualidade com o menor custo possível. |
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| Neste contexto, a definição
do tipo de alojamento pode influenciar direta ou indiretamente a qualidade
final e o custo de produção das doses inseminantes. Existem
poucas evidências sobre qual o melhor sistema de alojamento. Há
um consenso de que machos alojados em baias individuais apresentam vida
reprodutiva mais longa, menores índices de problemas no aparelho
locomotor e maior produção de células espermáticas
quando comparados machos alojados em gaiolas (GLOSSOP, 1996; GALL, 2000).
Em avaliação feita em uma CIA em SC com machos alojados em
baias, gaiolas e intercalando-se entre os dois sistemas durante um ano,
WOLLMANN (2002) observou uma produção média de 5 bilhões
de espermatozóides a menos em machos alojados em gaiolas em relação
aos alojados em baias (Tabela 1). |
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Gaiolas |
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| Alojamento misto gaiolas
e baias A principal razão para o alojamento dos machos em gaiolas é a redução do investimento no momento da construção da CIA. Segundo GALL (2000), existe uma redução de até 30% no custo da instalação para machos alojados em gaiolas nos EUA. Este valor torna-se mais significativo em CIAs com sistema de climatização onde, quanto menor for a área necessária para os machos, menor será o custo para a implantação e manutenção da climatização. |
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Baias |
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| Nas CIAs sem climatização
deve-se ponderar essa redução de custos, levando-se em conta
o preço de machos e o custo de confecção e manutenção
de gaiolas. Da mesma maneira, CIAs de pequeno porte devem avaliar o custo-benefício
das instalações, considerando o custo de reposição
dos machos que pode ser mais elevado em relação ao alojamento
em baias. Um sistema misto de baias e gaiolas facilita o manejo, pois alguns machos não toleram o alojamento em gaiolas por muito tempo, devendo ser transferidos para baias de recuperação. Recomenda-se proporções de 70% gaiolas e 30% baias, podendo chegar ao máximo de 80% de gaiolas e 20% de baias. Pode-se optar por um sistema misto de 50% gaiolas e 50% baias buscando-se mais opções de manejo dos animais em crescimento e com problemas locomotores. |
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| Em centrais com pisos de qualidade, manejo
preventivo adequado para problemas locomotores e alta taxa de reposição
(acima de 50%), os índices de problemas locomotores em machos alojados
em gaiolas são semelhantes aos de centrais com machos alojados em
baias. Por outro lado, gaiolas mal projetadas podem trazer alguns prejuízos
aos animais, diminuindo a eficiência da CIA. Os problemas locomotores
são mais freqüentes em pisos escorregadios e de material inadequado.
Instalações com o piso vazado apenas no terço posterior,
semelhante às instalações para fêmeas, dificultam
a drenagem da urina, piorando o grau de higiene dos animais. Edemas testiculares
causados por lesões dos testículos nos portões das
gaiolas podem ocorrer em CIAs com portões traseiros sem nenhum desenho
que evite as lesões freqüentes. Para a definição do tamanho das baias e gaiolas é necessária a definição da idade de ingresso e descarte dos reprodutores e do material genético a ser utilizado, pois há uma variação fenotípica entre as linhagens e raças. As dimensões recomendadas para gaiolas variam de 0,65 - 0,70 m de largura X 2,20 - 2,40 m de comprimento, enquanto que as baias devem medir entre 6 a 8 m2 de área. A altura das gaiolas não deve ser menor que 1,15 - 1,20 m para prevenir escoriações lombares nos animais (GALL, 2000). O contato visual entre os animais estimula a libido, torna-os mais calmos e dóceis, facilitando o manejo. Por esta razão recomenda-se o uso de canos para a construção de baias e gaiolas, evitando divisões de alvenaria. Os canos devem ser colocados no sentido vertical impossibilitando o apoio dos animais nos portões, evitando fraturas e brigas. |
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| Conclusões Há um consenso geral que machos alojados em baias apresentam maior produção espermática que machos alojados em gaiolas sendo confirmado por trabalhos feitos no Brasil. É economicamente viável a utilização de sistema misto entre baias e gaiolas. As gaiolas devem ser muito bem projetadas e construídas especialmente para machos, para que sejam evitados muitos problemas sanitários, principalmente no aparelho locomotor. Referências consultadas: 1. Glossop, C. E. (1996) Boar stud and laboratory design. Proc. Amer. Assoc. Swine Pract.. 27th Annual Meet. p. 449-455. 2. Gall, T. (2000) Boar stud design as it relates to funcionality. Proc. Boar Semen Preserv. IV p. 199-205. 3. Wollmann E. B. (2002) Resultados prévios dissertação mestrado. (No prelo). |
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