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| NECESSIDADE DE INFORMAÇÃO Prof. Dr. David Barcellos |
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| A indústria suinícola vem mudando muito sua estrutura nos últimos anos, com concentração de granjas maiores nas mãos de um número menor de produtores, redução de suinocultores independentes e aumento da participação de grandes indústrias na criação e industrialização dos suínos. Isso está levando ao aumento da densidade animal em determinadas regiões e uma maior população dentro das granjas. A produtividade tem se mantido boa dentro desses sistemas, graças aos avanços em áreas como genética, nutrição, ambiente, reprodução e manejo. | ![]() |
| Especificamente na área da sanidade,
enormes desafios resultaram desse aumento da escala de produção.
Nessas condições, vem emergindo e aumentando de importância
enfermidades infecciosas com características imunodepressoras, como
a circovirose e micoplasmose, entre outras. De outra parte, o estado sanitário
transformou-se num elemento chave para a comercialização.
Podemos recordar os exemplos recentes dos enormes efeitos negativos ocasionados
pelos surtos de Aftosa e Aujeszky nos Estados do Sul do Brasil. Para enfrentar
esses desafios, a palavra chave tem sido a informação. A velocidade
com que os novos conhecimentos gerados pela pesquisa ou por observações
de campo venham a ser agregados à rotina de produção,
pode, muitas vezes, representar o diferencal entre o sucesso ou o fracasso
de uma exploração moderna de suínos. Nesses tempos
de margens de lucro apertadas ou mesmo negativas, qualquer conhecimento
que possa ser agregado à produção e resultar em ganhos
de produtividade merece ser experimentado e, se eficiente, adotado de imediato.
No número atual da Suinocultura em Foco, analisamos um desses problemas,
que pode ser considerado como um tipo de "sócio oculto"
do produtor, a mortalidade nas terminações causada pelo quadro
patológico genericamente designado de "síndrome hemorrágica
intestinal". Em muitas terminações do Sul do Brasil, esse problema determina aproximadamente metade das mortes que ocorrem à campo nas terminações. Apesar dessa alta ocorrência, muito pouco se conhece ou se faz no sentido de reduzir essas perdas. Apresentamos uma listagem de medidas práticas para serem testadas para tentar reduzir as mortes pela síndrome hemorrágica intestinal, no intuito de contribuir para a solução do problema. Apresentamos também uma listagem dos 30 trabalhos em que participam Pesquisadores da Unversidade Federal do Rio Grande do Sul, objetivando divulgar nossas linhas de trabalho. Ficamos ao dispor da comunidade de produtores e da indústria para repassar maiores detalhes, conforme citamos anteriormente, acreditamos que o conhecimento hoje e daqui para a frente possa ser um diferencial para buscar a necessária lucratividade na suinocultura. |
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