![]() |
![]() |
| NOVAS EXIGÊNCIAS Prof. Dr. David Barcellos |
|
| O dinamismo e as mudanças são características típicas da suinocultura, tendo levado a enormes ganhos de produtividade nos últimos anos. Numa rápida busca em nossa memória, podemos listar exemplos que resultaram num impacto direto na melhoria da atividade, em áreas como genética (prolificidade, aumento da quantidade de carne na carcaça, melhor conversão alimentar); nutrição (melhorias em termos de conhecimento de níveis de aminoácidos, uso de minerais orgânicos, arraçoamento diferenciado por fase); manejo (avanços em biosseguridade, estandardização dos processos de desinfecção e melhorias no manejo reprodutivo); aspectos ambientais (tratamento de efluentes, uso do sistema de criação sobre cama sobreposta, compostagem de carcaças); | ![]() |
| aditivos (novos probióticos, coccidicidas
e absorvente de micotoxinas, antimicrobianos mais potentes e com maior espectro,
mananoligosacarídeos, agentes repartidores) e sanidade (novas vacinas,
avanços em técnicas de diagnóstico e nas áreas
de epidemiologia, controle e erradicação de enfermidades).
A pressão para muitas dessas mudanças vem da globalização, que apresenta e impõe modelos para serem adotados nos países que queiram se habilitar a participar do mercado internacional de carne suína. Em particular, as áreas de sanidade, resíduos de antimicrobianos na carne, bem estar animal e tratamento de efluentes vem sofrendo pressões muito fortes e crescentes. Recentemente, uma nova exigência veio a se somar às normas para a exportação: a necessidade da rastreabilidade. Programas desse tipo já se encontram implantados em países como França, Holanda, Dinamarca, Estados Unidos da América e Canadá e abrangem aspectos técnicos como a identificação de origem dos animais, nutrição, transporte e manejo empregado na produção. No número atual da Suinocultura em Foco, apresentamos uma revisão sobre o assunto, que julgamos de grande atualidade e importância não mais para o futuro, mas para agora. O momento que vive a suinocultura ainda é de grande pressão, com preços deprimidos e custos de matérias primas elevados. Continuamos torcendo para que haja uma breve recu-peração. O nos-so papel, como tem sido até o momento, é o de promover a melhoria técnica, através da informação e do apoio técnico ao setor produtivo. Procuramos no número atual da Suinocultura em Foco manter essa linha editorial, priorizando assuntos práticos, com aplicação direta no setor produtivo. Como novidade, apresentamos uma nova seção sobre "Pesquisa em Suinocultura", com informações sobre a definição de tamanho de amostra e teste estatístico para avaliação de experimentos. Bom proveito. |
|
| volta | |