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Influência da taxa de crescimento e estro da cobertura no desempenho reprodutivo da leitoa Doutorando: Rafael Kummer Orientador: Prof. Fernando Pandolfo Bortolozzo |
Um correto manejo com a leitoa de reposição é fundamental para que a granja produtora de suínos apresente bom resultado. Fêmeas que tem um maior número de leitões nascidos no primeiro parto tendem a apresentar maior tamanho de leitegada nos partos subseqüentes. Além disso, a taxa de descarte das fêmeas está diretamente relacionada com o manejo da leitoa durante a fase de crescimento. Foram realizados 3 trabalhos com objetivo de avaliar a produtividade de acordo com a taxa de ganho de peso apresentada durante o crescimento e conforme o estro da primeira inseminação. O primeiro trabalho teve por objetivo avaliar se fêmeas que apresentam elevadas taxas de crescimento podem ser inseminadas mais precocemente sem apresentar prejuízo reprodutivo ou maiores taxas de descarte até o 3º parto. Os resultados não demonstraram diferença nos 3 partos (tabela 1). Entretanto, considerando apenas o primeiro parto, leitoas inseminadas em mesma idade (223 dias), mas que apresentaram taxa de crescimento superior a 700 g/dia tiveram um leitão nascido a mais. O segundo trabalho foi desenvolvido para avaliar o motivo dessa diferença. Foram formados 2 grupos de 60 animais cada aos 145 dias de idade com diferentes taxas de crescimento (725 g/d x 575 g/d). Animais mais pesados no momento do inicio da estimulação de puberdade apresentaram menor porcentagem de anestro aos 190 dias de idade (3.5% x 20.7%) e o primeiro cio cerca de uma semana mais precocemente (Tabela 2). Não houve diferença na taxa de ovulação, número de embriões e sobrevivência embrionária entre os grupos. O terceiro trabalho foi para avaliar a importância do estro da cobertura. Para isso, foram inseminadas fêmeas com mesmo peso e idade, mas em diferentes estros (1º ao 4º). Fêmeas inseminadas no 1º estro apresentaram menor taxa de parto e menor tamanho de leitegada. Não houve diferença entre fêmeas inseminadas no 2º, 3º ou 4º estro. Conforme os resultados obtidos nos 3 experimentos conclui-se que leitoas podem ser inseminadas a partir do 2º estro e aquelas que apresentam maiores taxas de crescimento têm puberdade mais precoce, menor porcentagem de anestro e podem ser inseminadas mais precocemente, sem prejuízos produtivos até o terceiro parto.
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