Qual seu diagnóstico?

Martha Domingues Corrêa, William Asanome
UFRGS – FAVET - SETOR DE SUÍNOS, Av. Bento Gonçalves, 9090, CEP 91540-000, Porto Alegre – RS

O veterinário foi chamado pelo produtor para atender a um caso de paresia súbita afetando uma fêmea de sua granja. Por ocasião da anamnese, o gerente da granja relatou que uma leitoa, no último terço de gestação, havia apresentado subitamente dificuldade em se locomover.

Na maior parte do tempo, tendia a ficar sentada sobre o membro posterior direito. Quando estimulada, conseguia se levantar, mas com dificuldade e manifestando evidentes sinais de dor (Figura 1). Ao levantar, o membro posterior esquerdo ficava projetado no sentido cranial (Figura 2). Ao se locomover, apresentava claudicação acentuada e, quando parada em pé, tendia a concentrar o apoio da parte posterior do corpo sobre o lado direito. No parte posterior esquerda, apoiava somente a extremidade do membro posterior. No exame clínico, o veterinário notou queda da musculatura do pernil no membro posterior esquerdo. Procurando por uma causa ambiental que pudesse explicar uma eventual lesão causadora da paresia, foi realizada uma visita à granja. Nessa ocasião, constatou que as baias apresentavam pisos excessivamente lisos.
Frente a esses dados, qual o seu diagnóstico e quais as medidas de controle recomendadas para o problema atual?


Figura 1. Leitoa no final de gestação, apresentando paresia súbita e severa.


Figura 2: Leitoa com paresia. Quando estimulada a levantar, projetava o membro esquerdo no sentido cranial

 

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