Causa de Anestro em Porcas Multíparas

Wald'ma Sobrinho Amaral Filha.
Uma Médica Veterinária foi solicitada urgentemente para resolver o problema de anestro em porcas de uma granja produtora de leitões com 2500 matrizes. No primeiro momento, ao avaliar o banco de dados da granja, a veterinária detectou que há três meses (Janeiro-Março) a taxa de anestro com mais de 10 dias de IDE, vinha aumentando constantemente, atingindo 15 e 22% dos casos nos meses de Janeiro e Março, respectivamente. Os animais com anestro há mais que 10 dias eram submetidos a hormonioterapia (hCG e eCG), sendo que, em média, somente 54% das fêmeas tratadas manifestavam sinais de estro. Ao visitar a granja, foi notado que a maioria das fêmeas ao
chegar à linha de inseminação apresentavam bom escore corporal e as mesmas recebiam alimentação e água à vontade. As instalações (gaiolas) foram consideradas adequadas. No local do desmame haviam 86 fêmeas das quais quatro (4) apresentavam problema de casco e três (3) corrimento vulvar purulento. A detecção de estro era realizada duas vezes ao dia, geralmente às 7:30 e às 16:00 h, com auxílio de um macho, porém este não ficava parado na frente da fêmea enquanto a mesma era estimulada. Os dois funcionários que realizavam o diagnóstico de estro estimulavam as fêmeas por aproximadamente 30 segundos/fêmea. Foram coletadas amostras de sangue de 10 fêmeas problema (anestro) para dosagem de hormonal. O resultado mostrou que 8 das 10 fêmeas apresentavam os níveis séricos de progesterona acima de 1ng/mL.
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