Desempenho Reprodutivo de Fêmeas Suínas Após a Inseminação Artificial Intra-uterina ou Tradicional.

Mestranda: Djane Dallanora
Orientador: Prof Dr. Ivo Wentz
Co-orientador: Prof. Dr. Fernando Pandolfo Bortolozzo e Prof. Dra. Mari Lourdes Bernardi



Na inseminação artificial de suínos, a tecnologia tradicionalmente utilizada preconiza o uso de uma dose inseminante (DI) contendo, aproximadamente, três bilhões de espermatozóides depositados na cérvix, através de instrumentos semelhantes à estrutura morfológica do pênis suíno (pipetas ou cateteres). Com o objetivo de permitir a redução do número de espermatozóide por DI, estão sendo propostas modificações na técnica, as quais são baseadas na deposição dos espermatozóides diretamente no lúmen uterino, através de uma pipeta tradicional associada a um cateter que se estende 20 cm além desta, alcançando o corpo ou até mesmo o corno uterino, sem necessidade de sedação e, praticamente sem lesões ao trato genital. O aperfeiçoamento desta técnica e a sua validação a campo são de extrema importância devido aos benefícios econômicos que a redução do número de espermatozóides em até mais de 50% e a redução do volume de diluente utilizado podem trazer. Além disso, a possibilidade de produzir um maior número de DI a partir de um mesmo ejaculado permite a otimização do aproveitamento de animais geneticamente superiores e dos ganhos que a difusão de suas características podem proporcionar ao plantel. O objetivo desse experimento foi comparar o desempenho reprodutivo de fêmeas suínas inseminadas pela técnica intra-uterina e tradicional. Foram inseminadas, em delineamento inteiramente casualizado, 608 fêmeas com ordem de parto de dois a quatro, distribuídas em dois tratamentos: inseminação intra-uterina (IAU) com 1,5 bilhão de espermatozóides em 60 mL ou inseminação tradicional (IAT), com 3 bilhões em 90 mL. Foi possível introduzir o cateter de IAU em 97,4% das fêmeas e houve sangramento em 9,5%, as quais apresentaram retorno ao estro superior (P<0,05). O percentual de volume refluído até duas horas após a inseminação foi maior (P<0,05) na IAU do que na IAT, enquanto o percentual de espermatozóides refluídos foi semelhante. Não houve influência do percentual de espermatozóides refluídos sobre a taxa de parto e tamanho da leitegada. Não houve diferença (P>0,05) nas taxas de retorno ao estro (3,6% e 4,3%), de prenhez aos 21 dias (99,5% e 97,2%), de parto ajustada (94,9% e 94,3%) e tamanho da leitegada (11,6 e 11,8 leitões) entre IAU e IAT, respectivamente. A IAU permite a obtenção de desempenho reprodutivo semelhante ao observado com a IAT, porém com uso de menor número de espermatozóides.

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