Baixo Número de Leitões Nascidos: Relato de um Caso

Rogério Poletto, Sérgio Junkes, Ivo Wentz e Fernando P. Bortolozzo

Uma granja de produção de leitões com 1800 matrizes apresentava, historicamente, um número de leitões nascidos totais e nascidos vivos considerado. Na tabela abaixo podem-ser observados alguns dados de produtividade no período de janeiro até junho. A granja caracteriza-se por ser uma unidade de exploração suinícola tecnificada com manejo sanitário e nutricional adequado aos padrões de exigência. O plantel de reprodutoras é composto por fêmeas híbridas de uma linhagem comercial com uma taxa de reposição anual de 35-40% e com uma distribuição adequada nas ordens de parição. Com o objetivo de melhorar a produtividade desta unidade de produção, em junho de 2001, foi realizada uma visita técnica. Ao descartar problemas de ordem genética, nutricional e sanitária, foi feita uma análise nos procedimentos associados ao manejo reprodutivo no setor de cobetura e gestação. No setor de cobertura o diagnóstico de estro era realizado corretamente.

A granja realizava inseminação artificial (IA) em 100% das matrizes e os procedimentos associados a deposição do sêmen, bem como os associados a produção das doses inseminantes eram adequados. O manejo reprodutivo imediatamente após a IA bem como durante toda a gestação estavam dentro das recomendações técnicas. O maior problema identificado foi o de leitegadas pequenas, que nunca passaram de 11 leitões nascidos totais. Como este problema levava a uma suspeita de falhas no setor de cobertura e gestação, esses setores tiveram atenção redobrada durante a visita. Na maternidade, a princípio não foi observado nada que chamasse muita atenção. Entretanto, foi chamada a atenção dos funcionários a respeito da importância de protocolar todos os dados, quali e quantitativamente, dos produtos do parto. A partir de julho foi observado uma sensível melhora nos dados. Como você acha que o problema das leitegadas pequenas foi solucionado?

Tabela 1: Dados de desempenho reprodutivo observados de janeiro a dezembro de 2001
taxa de retornos ao estro; TP: Taxa de Parição; NT: Média Nascidos Totais; NV: Média Nascidos Vivos; %Nm: Percentual de Natimortos; %mm: Percentual de Mumificados; PM: Perdas na Maternidade.
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