Manchas na pele e morte súbita. Relato de caso

O problema ocorreu numa das granjas núcleo de uma empresa suinícola. O sistema de criação era de ciclo completo e estavam alojadas 512 matrizes. Nela, eram mantidas linhagens de 2 raças: Landrace e Large White. A visita foi solicitada para tentar determinar a causa do aumento de mortalidade de leitões na maternidade. Na ocasião do contato telefônico, o gerente relatou que vários haviam morrido subitamente, alguns apresentando manchas arroxeadas na pele. No dia da visita havia uma leitegada afetada para análise, com leitões com 2 dias de idade. Entre 10 leitões nascidos no dia anterior, haviam morrido 3 no dia do parto e dois no dia da visita. Um outro leitão dessa leitegada se encontrava pálido.

Os funcionários das maternidades não haviam observado sintomas prévios à morte e, com exceção do leitão pálido, os sobreviventes da leitegada apresentavam-se clinicamente normais. Os dois leitões mortos apresentavam palidez e manchas de cor púrpura na pele, principalmente na região ventral e pavilhão auricular (figura 1). Problemas similares haviam afetado outras 6 leitegadas nos 4 meses anteriores, mas não foram obtidos detalhes pois os funcionários envolvidos não trabalhavam mais na Granja. Na necropsia de 2 leitões as lesões mais evidentes eram de hemorragia de cor avermelhada a púrpura em diversas áreas do tecido subcutâneo e pele, pleura e músculos esqueléticos. Além dessas, alguns linfonodos estavam ingurgitados de sangue e num leitão notava-se um pequeno volume de líquido sanguinolento na cavidade abdominal.

O Veterinário coletou fragmentos de baço e fígado, coração fechado e os remeteu para um laboratório, solicitando a realização de exames virológicos e bacteriológicos. A partir do leitão pálido, foi coletado sangue diretamente da veia cava anterior, adicionado anticoagulante e remetido para a realização de exames hematológicos.
Resultado
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