Aumento da taxa de mortalidade dos leitões

O problema vinha ocorrendo numa granja de ciclo completo de 600 matrizes. Nas quatro semanas que antecederam a visita, a mortalidade de leitões na maternidade havia sido respectivamente 6,3%, 11,2%, 16% e 28,7%. A taxa histórica para o plantel girava em torno de 6 a 9%. Segundo o encarregado, os leitões nasciam aparentemente normais, mas se apresentavam apáticos após o parto e acabavam por morrer desidratados num período de 3 a 6 dias após o nascimento.
A estrutura da maternidade era boa, com ambiente seco e escamoteador bem vedado e com temperatura em torno de 34º C em seu interior. Não havia sinais de diarréia. Várias leitegadas haviam sido afetadas, o número de leitões afetados variava de 2 até todos os leitões da leitegada. Não foram observados sinais de doença nas porcas (como falta de apetite, mastite, alterações de comportamento, corrimentos ou hipertermia).

Foram necropsiados 12 leitões que morreram no dia da visita. As lesões presentes em todos eram similares, caracterizadas por: edema gelatinoso cítrico sub cutâneo, palidez dos músculos esqueléticos, áreas de tecido sub-cutâneo congestionadas, fáscias musculares com áreas hemorrágicas (FIGURA 1), musculatura esquelética pálida, hidropericárdio, epicárdio com alterações de cor, edema no mesentério do intestino grosso, fígado com aspecto pálido e erosões na mucosa da região fúndica do estômago.
Exames sorológicos para leptospirose, peste suína clássica e doença de Aujeszky deram resultados negativos.
No exame histopatológico, as lesões se caracterizavam por quadro degenerativo- necrótico hepatomuscular, degeneração da parede de vasos sangüíneos e edema não inflamatório em vários tecidos, inclusive no sistema nervoso central.
Resultado
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